Queridos amigos,
Em nome de Amaridades & Gestar.se, gostaríamos primeiramente de agradecer a presença de todos nesse encontro realizado no sábado, 14 de Abril.
Acolhemos com humildade a lembrança, dessa roda que surgiu sem ser planejada, fugindo totalmente da nossa proposta inicial. Na realidade, entendemos que o campo estava tão forte, não precisamos usar recursos externos para acessar memórias e sentir nossa própria trajetória … já estava escrito no convite…..
Como estamos envelhecendo?
Pensar nos idosos é olhar para uma vida inteira
e não apenas um lugar de chegada e
é sobre isso que queremos conversar
Te convidamos a sentir como as memórias e sensações que trazemos da infância,
podem ser acessadas e resignificadas através das histórias de vida contados pelos idosos.
É um exercício de amor e gratidão, integrando a velhice a todas as etapas da sua vida,
a partir do sentir da criança

O encontro foi impactante porque demos voz aqueles que estão sendo excluídos, olhamos a velhice a partir da raiz, a mesma raiz da árvore que acessamos quando meditamos no início da prática, ao som de música latina, do nosso sangue. Foi a partir desta força que veio a expressão daqueles que são e sempre serão muito importantes, mas que agora estão encontrando vozes, palavras, desenhos, fotos, danças e histórias para falar por eles.

No nosso circulo encontramos o amor incondicional de pessoas que se apaixonam, dos que mudam de relação e viram irmãos, dos que nascem, dos que partem, dos que ficaram curados e daqueles que ainda estão em fase de cura. Trouxemos a inquietação de quem quer uma vida com mais significado e também quem busca uma maneira de fazer o caminho com mais suavidade.

 

Poderíamos ter estipulado tempo e ter feito acordos prévios, mas teríamos evitado que surgissem relatos tão ricos e espontâneos que encheram nossa alma de alegria, por termos sido canais de encontro para tantas vozes que precisavam ser ouvidas.
Percebemos que a escuta presente e verdadeira e a fala que vem da essência de cada um, compõem o eixo fundamental e primeiro para ouvirmos e sentirmos nossa história e a história do outro.

Nós não enxergamos a velhice como um ponto de chegada e sim uma trajetória que mais parece um baú de tesouros.
Foi isso que cada um de vocês trouxe; essas são nossas histórias e precisam ser contadas. São as emoções, os desafios, as dores e alegrias que vivemos ao longo da vida; São as inquietações e incômodos que nos fazem mudar de direção quando o desconforto bate à porta.
Talvez este encontro ressoe em vários de nós e daqui surjam caminhos juntos, iluminados e com mais propósito.
 O importante é ter construído juntos um tempo e um espaço, com a simplicidade bela de um vaso de flores no centro para sairmos com um jardim no coração.
Agradecimentos especiais a Juliana Faria, pela cobertura fotográfica repleta de leveza e poesia, valorizando as histórias que foram trazidas para nosso encontro.
Sandra Tello                          Elisa Schuler